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17 de junho de 2012

Crianças de São José das Palmeiras São Vacinadas

Crianças de São José das Palmeiras São Vacinadas



Neste sábado (16 de junho) Dia Nacional de Vacinação Contra a Paralisia Infantil, dezenas de crianças de 0 a 5 anos de idade compareceram juntamente com seus responsáveis, ao Centro municipal de Saúde para tomar a vacina.


O Centro Municipal de saúde, conta com uma equipe especializada, composta hoje pelos seguintes profissionais:




SECRETÁRIO MUNICIPAL DE SAÚDE

Ruy Novais



ENFERMEIRAS
Vanderléia Cardoso
Luzinete Morais
Rosangela Aparecida Marconi
Regina Guedes
Cléia Fagundes


TÉCNICO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA:
João Biassuto Santana


MOTORISTAS DE PLANTÃO
José Correia Lira
Adailton Nascimento
César Matter


A 20ª Regional da Saúde estava representada pela Enfermeira da Regional Neili e pelo Chefe da SCVGE, Lúcio M. Elger

As crianças foram recepcionadas com muita alegria pela equipe do Centro de Saúde, que preparou o ambiente especialmente para este dia, com balas, pirulitos e balões coloridos, tudo isso para atrair a atenção da criança, para que ela não se sentisse amedrontada devido à vacinação.

Vinícius G. Ceretta Amaral, foi à primeira criança a receber a vacina em São José das Palmeiras e segundo Vanda Cardoso, o Município tem por meta vacinar 100% das crianças. A Campanha cont5ra a Paralisia Infantil prossegue até o dia 06 DE JULHO.


NOSSOS BLOGS REGITRARAM MOMENTOS DA VACINAÇÃO EM SÃO JOSÉ.

QUEREMOS DEIXAR NOSSO APOIO A CAMPANHA DE VACINAÇÃO E LEMBRAR AQUELES PAIS QUE NÃO LEVARAM SEUS FILHOS PARA VACINAR, QUE O FAÇAM ATÉ O DIA 6 DE JULHO.

NÃO NEGUE A SEU FILHO O DIREITO DE TER UMA VIDA SAUDÁVEL



DEFINIÇÃO

Poliomielite: sintomas, transmissão e prevenção

Sintomas

A poliomielite é uma doença infectocontagiosa aguda, causada por um vírus que vive no intestino, denominado Poli vírus. Embora ocorra com maior frequência em crianças menores de quatro anos, também pode ocorrer em adultos. O período de incubação da doença varia de dois a trinta dias sendo, em geral, de sete a doze dias. A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas (forma subclínica) ou nenhum e estes são parecidos com os de outras doenças virais ou semelhantes às infecções respiratórias como gripe - febre e dor de garganta - ou infecções gastrintestinais como náusea, vômito, constipação (prisão de ventre), dor abdominal e, raramente, diarreia. Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte. Em geral, a paralisia se manifesta nos membros inferiores de forma assimétrica, ou seja, ocorre apenas em um dos membros. As principais características são a perda da força muscular e dos reflexos, com manutenção da sensibilidade no membro atingido.


Transmissão

Uma pessoa pode transmitir diretamente para a outra. A transmissão do vírus da poliomielite se dá através da boca, com material contaminado com fezes (contato fecal-oral), o que é crítico quando as condições sanitárias e de higiene são inadequadas. Crianças mais novas, que ainda não adquiriram completamente hábitos de higiene, correm maior risco de contrair a doença. O Poli vírus também pode ser disseminado por contaminação da água e de alimentos por fezes. A doença também pode ser transmitida pela forma oral-oral, através de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O vírus se multiplica, inicialmente, nos locais por onde ele entra no organismo (boca, garganta e intestinos). Em seguida, vai para a corrente sanguínea e pode chegar até o sistema nervoso, dependendo da pessoa infectada. Desenvolvendo ou não sintomas, o indivíduo infectado elimina o vírus nas fezes, que pode ser adquirido por outras pessoas por via oral. A transmissão ocorre com mais frequência a partir de indivíduos sem sintomas.


Prevenção

A poliomielite não tem tratamento específico. A doença deve ser evitada tanto através da vacinação contra poliomielite como de medidas preventivas contra doenças transmitidas por contaminação fecal de água e alimentos. As más condições habitacionais, a higiene pessoal precária e o elevado número de crianças numa mesma habitação também são fatores que favorecem a transmissão da poliomielite. Logo, programas de saneamento básico são essenciais para a prevenção da doença. No Brasil, a vacina é dada rotineiramente nos postos da rede municipal de saúde e durante as campanhas nacionais de vacinação. A vacina contra a poliomielite oral trivalente deve ser administrada aos dois, quatro e seis meses de vida. O primeiro reforço é feito aos 15 meses e o outro entre quatro e seis anos de idade. Também é necessário vacinar-se em todas as campanhas.

Fonte: http://www.bio.fiocruz.br/index.php

TEXTO - MONTAGEM - FOTOS - BLOGS SÃO JOSÉ



19 de maio de 2012

18 de MAIO: Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração contra Crianças e Adolescentes.




18 DE MAIO - ESTAMOS TODOS NESTA LUTA








18 de MAIO: Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração contra Crianças e Adolescentes.


SÃO JOSÉ DAS PALMEIRAS - PARANÁ




SÃO JOSÉ ENGAJADA NESTA LUTA.




DISQUE DENÚNCIA NACIONAL – DDN 100
Clique e faça uma denúncia

Órgãos responsáveis em São José



Dia Nacional de Combate ao abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em são José das Palmeiras.

Neste dia (18 de maio), em que temos a luta Nacional de Combate ao abuso e exploração de crianças e adolescentes, São José das Palmeiras iniciou o dia de uma maneira diferente, pois pessoas que fazem parte do CMDCA, Conselho Tutelar, CRAS e Secretaria Municipal de Assistência Social, se organizaram por meio de um pedágio, juntamente com voluntários e durante o dia todo distribuíram panfletos sobre a problemática da exploração sexual de crianças e adolescentes.

Esses panfletos meramente informativos levam informações, para às vítimas que sofrem qualquer agressão de modo que ela saiba a quem recorrer neste caso.

As quatorze horas no colégio Estadual São José houve uma palestra com uma ex-vítima de abuso sexual, Delair Borges Zerminan, da cidade de Cascavel, no qual abordou o tema Pedofilia e Incesto.

Havendo uma participação considerável de crianças, adolescentes e pais.


FOTOS DOS PARTICIPANTES DA PALESTRA.
Com a presença de autoridades do Município e a comunidade em geral.






FOTOS DOS PEDÁGIO
Equipe responsável pela divulgação








"A CIDADE DE SÃO JOSÉ E SUAS AUTORIDADES ESTÃO ENGAJADAS NESTA LUTA"




18 de abril de 2012


Dicas para desenvolver o paladar de crianças


Beliscar, ou ser seletivo com comida, faz parte do curso da infância. Algumas crianças não serão nunca bons garfos. Outras, que comem qualquer coisa até os 18 meses de idade, de repente comerão dois ou três alimentosdiferentes aos 2 anos.

As crianças não beliscam alimentos para sempre

Crianças tipicamente desenvolvem hábitos alimentares extremamente limitados. Medo de novos alimentos, ou neofobia, é, em parte, uma adaptação evolutiva criada para proteger nossos ancestrais de comer substâncias perigosas. Mas a neofobia alimentar, junto com uma dieta somente de salgadinhos e uma simples recusa a comer o que está no prato, também são um fenômeno do desenvolvimento.
Primeiro, os botões de gosto (pequenos receptores na língua que percebem o sabor) das crianças não estão totalmente formados, então elas, literalmente, não têm paladar para todos os alimentos que os adultos comem. Do ponto de vista psicológico, crianças pequenas não são muito fãs de variedade em geral (observe a insistência de um pequenino em usar aquela camiseta amada todos os dias), e elas também estão em processo de reivindicar sua jovem independência. Que melhor maneira de dizer "Você não manda em mim" do que não comer o que a "mandona" cozinha?
O problema, claro, é que a dieta de salgadinhos apenas não têm todos os nutrientes que uma pessoa precisa. Mais, a disposição de experimentar novos e diferentes alimentos na tenra idade pode ser um bom começo para um hábito duradouro de abertura a novas ideias. Por isso, os pais continuam tentando expandir o paladar de seus filhos pequenos, com resultados variados.
Embora não exista nenhum método infalível para tirar os filhos desse padrão de comportamento alimentar, há algumas maneiras de aumentar as chances de sucesso:
Deixe as crianças ajudarem

Envolver as crianças na escolha e no preparo de novos alimentos torna-as mais propensas a decidir comê-los. Leve-as com você à feira ou ao supermercado e deixe-as escolher os vegetais do almoço ou do jantar. Quando for prepará-los, dê a elas uma tarefa, como salpicar o sal (já separado na quantidade certa por você) ou mexer o molho.

Torne a comida divertida

Se comer é uma atividade, em vez de um fardo, um beliscador pode esquecer que é tão seletivo. Uma criança de 18 meses adora mergulhar coisas, por isso sirva o novo alimento com um molho de que ela já goste. Ou prepare algo novo, como snacks coloridos para a hora do chá.

Limite doces e salgadinhos

Se a criança se entupir de suco e salgadinhos, é menos provável que ela coma as cenouras não-tão-doces e o frango temprado que estão no prato na hora do jantar.

Evite a tentação da comida bege

Macarrão, frango empanado e batatas fritas são legais, mas não exclusivamente. Não opte automaticamente pelo menu de comidas beges quando sair; peça as meias-proções coloridas para crianças da "comida para adultos", ou divida a sua entrada

Persista

Você pode ter de introduzir um novo alimento dúzias de vezes antes que elas o provem. Exposição é a chave. Continue colocando-o no prato, e há chances de que elas eventualmente o comam.
Apenas tenha em mente que "persistir" não significa "insistir". Forçar seus filhos a comer algo não fará nenhum bem além de proporcionar algum valor nutricional momentâneo, e provavelmente acabará produzindo uma pessoa com problemas alimentares e para comer.
Mas enquanto a criança não estiver em perigo (se você estiver preocupado com deficiências nutricionais, contate um pediatra), as chaves para desenvolver o paladar de uma criança são paciência, flexibilidade e uma dose saudável de perspectiva: há 99% de chance de que elas irão superar o hábito de beliscar tão naturalmente quanto superaram o hábito de mastigar os próprios pés.

7 de abril de 2012

Brigas entre os pais e suas consequências


Brigas entre os pais e suas consequências para a criança

As relações interpessoais são sempre relações delicadas. O ser humano necessita do outro para se desenvolver e todo o seu comportamento é modelado pelas trocas afetivas e intelectivas, que ele aprende a fazer ao longo da vida. Em função de um sofisticado mecanismo do cérebro, chamado sistema de neurônios espelho, desde o inicio da vida, pode-se ter a representação na mente do gesto, da mímica do outro e assim ajustar a própria conduta em função do que se supõe que acontece na mente do outro. O nosso cérebro é uma máquina de ler mentes.

Quanto mais próximas são as relações entre as pessoas, mais delicadas também são, pois um maior envolvimento afetivo, necessariamente, estará em jogo. É na família que se tem o aprendizado das relações amorosas, assim como também é na família, que se tem o aprendizado de relações hostis.

Na família, uma relação conjugal viva favorece muito o desenvolvimento dos papéis de mãe e de pai. Ver os pais de mãos dadas é tranquilizador e mesmo apaziguador para quaisquer fantasias de perda da criança. É evidente que os filhos apreciem muito ver os pais em harmonia.

É preciso deixar claro, porém, que discutir não é brigar, pois antes e depois de se constituírem como casal, existem duas pessoas com suas próprias identidades, o que significa: interesses, desejos e motivações que podem ser diversas. Para se constituírem como casal, afinidades são importantíssimas, mas as diferenças também são atraentes e podem trazer ganhos consideráveis ao relacionamento.

As diferenças, entretanto, trazem discussões muitas vezes. Discussões e brigas são fatos bem diferentes. As discussões podem ser saudáveis. Debates entre o casal de pais pode ser até interessante para que o filho perceba que existem pontos de vista diferentes sobre os mesmo temas e que consensos podem ser atingidos. O filho pode aprender com o comportamento dos pais a ser flexível, pode verificar que o ceder e aceitar o ponto de vista do outro é também legítimo.

As brigas entre o casal, entretanto, são sempre nocivas aos filhos, na presença deles ou não. As crianças têm sensores de alta precisão, pois sabem "ler" a mente dos seus pais. As palavras, os gestos e o tom de voz podem sinalizar a hostilidade. As brigas sempre acarretam um nível de estresse elevado que afeta a criança, gerando sofrimento e medo. Quando as brigas são constantes, esse estresse se transforma em um estresse crônico e pode trazer sintomas e doença à criança.

As brigas entre o casal trazem, com frequência, a desqualificação das pessoas. As pessoas que exercem os papéis parentais ficam denegridas, desvalorizadas e são elas que constituem os modelos de identidade para o filho. Na infância, é importantíssimo que as figuras parentais sejam valorizadas e mesmo idealizadas, para que a criança se sinta segura, protegida e internalize princípios, normas e valores de conduta. Da mesma maneira, o casal constitui o modelo de par para as futuras relações do filho.

Hoje a criança convive com muitos amigos que são filhos de pais separados e, frente à briga de seus pais, imediatamente antecipa a possibilidade deles se separarem e sofre pelas fantasias antecipatórias catastróficas, que passam a povoar sua cabecinha. Brigas constantes entre os pais mostram que o casamento está indo mal e nenhuma criança consegue viver ilesa, do ponto de vista psicológico, no velório de uma conjugalidade, que não mais existe mais entre os pais.

A vivência de relações de hostilidade na família leva à insegurança, ao medo e, o que é muito perigoso, ao enfraquecimento dos comportamentos éticos, isto é, ao enfraquecimento do respeito e do amor ao outro e à vida. A ética depende de processos de consciência, que precisam ser instalados primordialmente na família.

por Ceres Araújo

6 de abril de 2012

Pais criativos criam crianças criativas

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Pais criativos criam crianças criativas
Por Ceres Araújo
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"Uma pessoa criativa não é uma pessoal normal com algo que se adicionou a ela, mas uma pessoa normal sem que nada tenha sido tirado dela”.
"É um erro os pais prestigiarem tanto o desenvolvimento racional de seus filhos quando crianças? Não. Porém, é preciso tomar cuidado com a unilateralidade da estimulação. O lado racional sozinho não se sustenta, se não tiver por fundamento as funções sensoriais e se não tiver sido integrado às vivências emocionais"
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A mente é uma entidade construída lentamente na evolução.
Ela emerge da atividade do cérebro, cujas estruturas e funções são formadas diretamente pela experiência das relações interpessoais. Dessa forma, é na relação com as pessoas que cuidam dela que a criança desenvolve sua mente, da maneira mais individual possível.
Na nossa cultura ocidental, desde crianças somos estimulados a desenvolver mais nossas funções racionais que nossas funções sensoriais. Incentiva-se mais o processamento dos estímulos cognitivos e menos o processamento dos estímulos emocionais. A ética coletiva do certo e errado predomina sobre a ética individual do “que faz bem para mim e do que não faz bem para mim”.
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Desde bem cedo, o pensamento lógico e racional é treinado, assim como sua manifestação mediante a capacidade precisa da linguagem. Quando uma criança, por exemplo, acerta a soma, subtração, multiplicação ou divisão, ela recebe aplausos de pais e professores. O fato é que há certa naturalidade em prestigiamos mais as habilidades racionais da criança do que as habilidades que estão em outros campos, pois durante a vida, acredita-se, serão essas as habilidades mais necessárias.
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Surge uma pergunta: É um erro os pais prestigiarem tanto o desenvolvimento racional de seus filhos quando crianças? Não. Porém, é preciso tomar cuidado com a unilateralidade da estimulação. O lado racional sozinho não se sustenta, se não tiver por fundamento as funções sensoriais e se não tiver sido integrado às vivências emocionais.
A construção do conhecimento de si mesmo e do mundo é algo muito complexo. O bebê nasce pronto para aprender com os outros seres humanos. Sua primeira forma de aprender é o brincar. A atividade exploratória e funcional dos primeiros meses de vida evolui rapidamente para a atividade da imaginação, a qual abrange e impregna toda a vida da criança. Essa é a origem da manifestação do potencial criativo do ser humano. Potencial criativo que pode e deve ser atualizado ao longo de toda a vida.
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Viver mais no mundo das imagens que no mundo das ideias, ficar imersa no faz de conta, dá à criança um lastro de vivências de coragem, ousadia, otimismo e idealismo. Crescendo, por meio do brincar fantasioso, a criança treina competências, lida com o passado, enfrenta o presente e se prepara para o futuro.
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Até cinco anos, fantasia e realidade não têm fronteiras muito nítidas. Desejos se confundem com fatos. O treinamento das funções lógicas, racionais surge como um fator importante para ajudar a necessária separação entre a fantasia e a realidade. Entretanto, ele não pode abolir a fantasia, a função da imaginação, pois isso seria abolir a base da criatividade.
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Crianças precisam de limites, regras, normas e disciplina e precisam saber o que é certo e errado, pois só assim se tornarão seres civilizados e diferenciados. Mas, não pode ser retirado delas o desejo inalienável de brincar e imaginar e a possibilidade de crescer como seres criativos.
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A criança bem jovem é o super-homem. Mais tarde, ela brinca de ser o super-homem. São situações bem diferentes, mas as duas deixam rasgos de memória indeléveis na mente. Para o ser humano crescer e se estruturar, ele precisa separar realidade de fantasia, mas a função da imaginação permanece como a ponte possível e desejável entre essas duas dimensões, permitindo sempre o acesso à fonte da criatividade.
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Existem pais que treinam e reforçam o aprendizado racional de seus filhos, mas que também estimulam as habilidades da imaginação deles. São pais que apreciam brincar e fantasiar com seus filhos. Provavelmente são adultos que mantiveram viva dentro de si, o que Carl Gustav Jung chama de “eterna criança”.
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A “eterna criança” é um símbolo que une opostos, é o que torna o homem íntegro, saudável, é o símbolo do novo, do desenvolvimento criativo. Representa a mais forte e a mais inelutável necessidade em cada ser, a necessidade para realizar-se a si mesmo. Manter o contato com a criança dentro de si é uma prerrogativa divina, pois facilita o próprio crescimento e o acompanhar do crescimento dos filhos. Pais criativos criam crianças criativas.
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Vale, finalmente, lembrar que ser criativo não é o resultado de uma série de habilidades que foram sendo incutidas durante a vida. Ao contrário, ser criativo é o resultado de não ser suprimido de uma série de potencialidades que se nasceu com elas.

5 de abril de 2012

Tique nervoso atinge 10% das crianças.

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Tique nervoso atinge 10% das crianças, segundo diz este estudo.
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Piscar, torcer o nariz e pigarrear. Até 10% das crianças em idade escolar têm transtornos de tiques, segundo estudo da Academia Americana de Psiquiatria da Infância e Adolescência. Mas os pais não precisam se alarmar: frequentemente associados ao estresse, os tiques costumam desaparecer com o tempo, sem a necessidade de tratamento.
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“Os tiques são movimentos ou vocalizações que ocorrem subitamente, de forma involuntária, ou seja, a criança não tem controle. Eles geralmente são desencadeados em momentos de estresse, como em épocas de provas. Por isso, é desaconselhável que os pais recriminem. Isso vai aumentar o estresse e, consequentemente, os tiques", diz Gustavo Teixeira, autor do livro Transtornos comportamentais da infância e adolescência.
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Segundo o psiquiatra infantil, os transtornos de tiques têm vulnerabilidades genéticas. "Ainda não se sabe a causa, mas se sabe que em 60% dos casos há uma predisposição genética".
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O especialista explica que os tiques costumam desaparecer em dois ou três meses. "No início, a criança pode não notar o tique. Mas depois, com a recriminação por parte dos familiares, professores e amigos, poderão aparecer sérios prejuízos para sua autoestima. Os pais devem ficar atentos e buscar ajuda quando perceberem que é preciso", afirma o médico.
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O estudante Leonardo Almeida, 19 anos, teve o problema na adolescência e precisou buscar ajuda médica. "Quando ficava nervoso, eu piscava o olho sem parar. O pior é que eu não conseguia controlar. Todo mundo implicava comigo, isso me deixava mais nervoso e me fazia piscar ainda mais", lembra.
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Síndrome de Tourettte
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O psiquiatra infantil alerta que o mais grave dos transtornos de tique, chamado de síndrome de Tourette, pode causar dificuldades de relacionamento, aprendizagem e até depressão.
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“Na síndrome de Tourette, o paciente tem tiques motores e pelo menos um tique vocal em alguma fase do transtorno. Muitas vezes, eles são vítimas de humilhações e se isolam. Eles também podem ter problemas de atenção, concentração ou desenvolver obsessões e compulsões", explica.
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Diferente dos demais transtornos de tique, a incidência da síndrome de Tourette é de um caso para cada cinco mil crianças. Os meninos são três vezes mais acometidos pelo problema do que as meninas.
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“O trabalho de informação a respeito do transtorno pode ser um primeiro passo no tratamento. Informar a criança, seus familiares e professores podem ajudar a desmitificar e diminuir o preconceito", diz Teixeira.
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O tratamento contra a síndrome pode incluir terapia cognitiva-comportamental e medicações contra ansiedade. "Atividades esportivas também podem ajudar, já que reduzem o estresse e a ansiedade", diz o médico.
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Saiba mais sobre o problema
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Tiques motores -
Normalmente são representados por contrações repetitivas e rápidas de grupamentos musculares como piscar os olhos, encolher os ombros, espasmos de pescoço e "fazer careta". Formas mais grave de transtornos de tiques incluem a presença de tiques motores complexos, quando um número maior de grupamentos musculares está envolvido.
Nesses casos, atos de cheirar objetos, saltar, tocar ou até fazer gestos obscenos podem ocorrer, por exemplo.
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Tiques vocais -
são vocalizações rápidas, repetitivas, involuntárias e recorrentes. São exemplificadas por atos de tossir, pigarrear, roncar e fungar, estalar lábios, emitir sons de sucção, soluçar e suspirar. Os tiques vocais também podem ser complexos, com vocalizações mais elaboradas. E podem incluir a repetição de palavras, frases ou até o disparo de palavras obscenas fora de contexto.

1 de abril de 2012

Crianças sonâmbulas: o que fazer?

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Cuidados especiais (crianças de 4 a 5 anos)
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Crianças sonâmbulas: o que fazer?
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Imagine a cena onde você, mamãe, levanta no meio da noite para ir ao banheiro e encontra o seu filho abrindo a porta de casa para sair. Nesse momento, percebe que o pequeno está dormindo e não pronto para uma fuga. Não se assuste, sonambulismo é muito mais comum do que se imagina.
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Mil coisas passam pela cabeça dos pais quando a palavra sonambulismo vem à tona, como não poder acordar a criança de jeito nenhum, que a criança deve tomar remédios ou ainda que não se deva conversar com a criança.
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O sonambulismo é um distúrbio do sono que não traz prejuízos para a criança e é mais frequente entre a idade de 4 a 10 anos devido à imaturidade do sistema nervoso central, que ainda se encontra em intenso desenvolvimento. Quando chega a adolescência, o sonambulismo tende a diminuir sensivelmente.
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Esse distúrbio tem ligação com predisposição familiar, cerca de 80% dos casos de sonambulismo em crianças tem história na família. De 15 a 30% das crianças já apresentaram pelo menos um episódio de sonambulismo.
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O sonambulismo ocorre no início do sono da criança e pode durar de alguns segundos a quarenta minutos. Consiste em a criança andar pela casa, sentar na cama, falar ou responder perguntas. Atividades mais complexas também podem ser apresentadas como pegar objetos, abrir gavetas, trocar de roupa, destrancar portas ou comer. A criança faz e não se lembra do episódio na manhã seguinte.
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Cuidados especiais
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- Não há como evitar o sonambulismo, mas existem algumas atitudes que devem ser realizadas para impedir que a criança se machuque. O recomendado é não acordar a criança, já que ela pode se assustar ou ficar confusa com a situação e ainda desencadear novos episódios na mesma noite. Mas se a criança acordar, não prejudicará a sua saúde. A criança deve ser conduzida tranquilamente de volta à cama.
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Uma rotina de horário para dormir e acordar deve ser imposta para a criança que deve evitar brincadeiras muito agitadas antes de dormir. Não recrimine o pequeno por seu sonambulismo, isso poderá deixá-lo inseguro com medo de dormir longe dos pais.
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Tranque portas e retire as chaves para impedir que a criança saia durante o período de sonambulismo. Para evitar qualquer acidente, deixe fora do alcance da criança objetos cortantes como facas e tesouras, produtos químicos que possam ser ingeridos, retire objetos do caminho da criança para que não tropece e se machuque, bloqueie o acesso às escadas e coloque telas de proteção nas janelas.
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O tratamento a base de medicação só é recomendado quando o sonambulismo prejudica o dia-a-dia da criança. Se os episódios de sonambulismo ocorrer de quatro a cinco vezes por noite ou cinco vezes na mesma semana a criança pode apresentar sinais claros de sonolência, alternando o humor ao longo do dia.
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Dicas
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Sonambulismo não é doença, mas se os episódios forem frequentes ou persistirem mesmo na adolescência, procure um especialista.
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A lenda prega que a pessoa jamais pode ser acordada quando está sonâmbula. Não é bem isso. No entanto, é bom evitar acudi-la neste momento.
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Nunca se esqueça de tomar as devidas precauções para evitar qualquer acidente com o seu filho durante o sonambulismo.
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Bruno Rodrigues

30 de março de 2012

Transtorno Bipolar na Infância C

Comportamento (crianças de 4 a 5 anos)
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Transtorno Bipolar na Infância
A infância é uma época estratégica da vida do ser humano. É quando se dá um grande desenvolvimento físico, psicológico e mental, concomitantemente ao aprendizado básico indispensável para todos os que se seguirão por toda vida.
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A relevância da observação dos comportamentos e aquisições intelectuais da criança e do adolescente feita por pais e professores é imensa, mas não substitui uma avaliação médica e de especialistas em diferentes áreas, quando estes comportamentos fogem da frequência e intensidade usuais.
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Até alguns anos atrás, poucas eram as doenças mentais reconhecíveis na infância. Com o aumento das pesquisas e o incremento de estudos científicos, os diagnósticos de vários transtornos psiquiátricos em crianças e adolescentes tornaram-se possíveis e decorrentes dessa nova condição. Aparentemente, os casos se multiplicaram numericamente e se fizeram mais conhecidos pela população em geral.
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Entre esses, o Transtorno do Déficit da Atenção, com ou sem hiperatividade (TDA/H) e o Transtorno do Humor Bipolar (THB) têm sido objeto de muitos estudos em vários países, pois ocasionam forte impacto sobre a vida escolar, pessoal, familiar e mais tarde profissional do paciente, especialmente quando não devidamente diagnosticados e tratados por equipes de profissionais especializados.
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O TDA/H, hoje muito comentado em função da amplitude da divulgação na imprensa, é um exemplo. Conhecido dos médicos há várias décadas, com o advento das especializações, como por exemplo, a psicopedagogia, passou a ser objeto de estudo multidisciplinar e os resultados dos tratamentos têm sido, em sua grande parte, de enorme valia, tanto para os pacientes, como para suas famílias e a sociedade.
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Os prejuízos decorrentes da falta de diagnóstico e do acompanhamento médico e psicopedagógico vão do fracasso escolar à evasão, da baixa autoestima à depressão, da rejeição do grupo ao isolamento, às drogas, à gravidez precoce, à promiscuidade sexual e marginalização, entre outras.
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Infelizmente, a especulação por parte de alguns profissionais não credenciados para tal avaliação, ou ainda, diagnóstico feito por pessoas leigas, tem trazido mais problemas aos que já sofrem com esse transtorno. Generalizou-se, irresponsavelmente, por exemplo, chamar de TDA/H a toda e qualquer manifestação de inquietação, distração ou falta de limite que as crianças e jovens apresentem na escola ou em casa. Como consequência, casos em que o transtorno não existe de fato aparecem em toda parte, banalizando um problema sério e de grande repercussão sobre a vida dos pacientes reais e sua família. Estes falsos diagnósticos são geralmente feitos à base de “achismos” como o preenchimento de questionários ou testes sem qualquer base científica ou mesmo ao sabor das conveniências pessoais de alguns adultos, que pensam dela tirar proveito, seja para justificar uma educação deficiente em limites, normas e atenção à criança ou, ainda, a outros interesses particulares.
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O Transtorno de Humor Bipolar em crianças é outro exemplo de doença psiquiátrica que exige seriedade no encaminhamento, pois, nessa faixa etária, a sua sintomatologia pode se apresentar de forma atípica.
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Assim, ao invés da euforia seguida da depressão dos adultos, nas crianças surge a agressividade gratuita seguida de períodos de depressão. Nestas, o curso do Transtorno é também mais crônico do que episódico e sintomas mistos com depressão seguida de “tempestades afetivas”, são comuns. Além disso, a mudança é rápida e podem acontecer várias vezes dentro de um mesmo dia, como por exemplo: alterações bruscas de humor (de muito contente a muito irritado ou agressivo); notável troca dos seus padrões usuais de sono ou apetite; excesso de energia seguida de grande fadiga e falta de concentração. Esses são alguns sintomas que devem ser observados.
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Os diagnósticos de transtornos da saúde mental são difíceis mesmo para os especialistas, pois é alta a prevalência de comorbidades, ou seja, o aparecimento de dois transtornos simultaneamente, o que exige conhecimento, experiência e observação minuciosa do médico e da equipe envolvida, como psicólogos e psicopedagogos.
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É importante salientar ainda que estes transtornos afetam seriamente o desenvolvimento e o crescimento emocional dos pacientes, sendo associados a dificuldades escolares, comportamento de alto risco (como promiscuidade sexual e abuso de substâncias), dificuldades nas relações interpessoais, tentativas de suicídio, problemas legais, múltiplas hospitalizações, etc.
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Os diagnósticos devem sempre ser realizados por médicos psiquiatras ou neurologistas em conjunto com psicopedagogos, que ao diagnosticarem e acompanharem a criança se preocupa em dar também orientações à família e à escola.
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Minimizar esses transtornos só piora suas consequências e prejudica o paciente. Somente especialistas podem afastar e esclarecer as dúvidas e não é exagero ser cuidadoso quando se tratam da vida, saúde e futuro dos nossos filhos!
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Maria Irene Maluf

23 de março de 2012

A agressividade infantil - Bullying .

Comportamento – parte 1
A agressividade infantil - Bullying
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A agressividade infantil é um assunto bastante amplo e podemos notar suas raízes desde o início das relações das crianças ainda na educação infantil.
Precisamos inicialmente, discernir o que é inerente à determinada faixa etária ou sexo e o que está fora dos padrões esperados pelos mesmos.
Segundo a teoria piagentiana podemos classificar o desenvolvimento cognitivo em diversas etapas. Na educação infantil, passamos basicamente por duas delas: Sensório-motora que vai do nascimento aos dois anos de idade. Nesta fase a criança se utiliza basicamente dos sentidos para conhecer o mundo. Tudo aqui acontece por reflexos e a criança leva tudo à boca; Pré-operatória que vai dos 2 aos 7 anos onde a criança começa a adquirir noções de tempo, espaço. Ainda não há raciocínio lógico e as ações para ela ainda são irreversíveis.
Uma criança que morde o amiguinho até dois anos de idade, não pode ser rotulada como agressiva. Ela ainda não sabe usar a linguagem verbal e a linguagem corporal acaba sendo mais eficiente. A criança nesta fase é egocêntrica e acredita que o mundo funciona e existe em função dela. Uma das primeiras maneiras de relacionamento é a disputa por objetos ou pela atenção de alguém querido – como a mãe, o pai ou o professor. A intenção da criança, ao morder ou empurrar, é obter o mais rápido possível aquele objeto de desejo, já que não consegue verbalizar com fluência. Esta fase de disputa é natural e quanto menos ansiedade for gerada, mais rápida e tranquilamente será transposta. É claro que o adulto não deve apenas assumir a postura de observador e sim, interferir quando necessário, evitando que se machuquem, e explicando que a atitude não é correta. Enfim, impondo limites! Porém não devem supervalorizar a agressão, pois as crianças ainda não conseguem entender que estão machucando.
A agressividade pode ser hostil, com a intenção de machucar ou ser cruel com alguém, seja física ou verbalmente. Ou ainda pode aparecer com o intuito de conquistar uma recompensa, sem desejar o mal do outro.
A agressividade aparece ainda em reação a uma frustração. Birras, gritarias e chutes. Comportamento comum, porém necessário ser amenizado até extinguido mais uma vez explicando à criança que não é um comportamento adequado.
Outro aspecto fundamental ao desenvolvimento de comportamento agressivo é o meio ambiente em que a criança está inserida, família, escola e estímulos recebidos por meios de comunicação. Há, lógico ainda, fatores individuais, inatos como sexo e hereditariedade.
É essencial saber discernir quando um comportamento agressivo é passageiro, por motivos temporários, como o nascimento de um irmãozinho, a hospitalização ou perda de um ente querido, ou ainda por mudança de casa ou escola ou se pode ser considerado como um transtorno de conduta, caso em que é necessário um acompanhamento de especialista para auxiliar a sanar o problema. Se não dermos a devida importância nesta fase essas atitudes poderão evoluir de forma prejudicial na adolescência e vida adulta, podendo transformar a criança em agente ou alvo de Bullying, que veremos mais à frente.
A diferença de sexo também pode indicar um aspecto da agressividade. Diversas pesquisas apontam para uma capacidade precoce das meninas, em relação aos meninos para adaptarem-se em grupo e socializarem-se com maior facilidade. Meninos tendem a apresentar mais problemas para adaptação social.
Por volta dos três anos, às crianças já acrescentaram milhares de palavras ao seu vocabulário e começam a descobrir o prazer em brincar com o outro e se comunicar. O egocentrismo começa a sair de cena e começa a socialização. Nesta fase, o comportamento agressivo intencional, ainda aparece esporadicamente e vista de regra não apresenta uma continuidade. Já aos quatro, cinco e seis anos identificamos alguns comportamentos de discriminação que podem ter repetidamente o mesmo alvo. Aparecem os conflitos, “panelinhas”, provocações e humilhações. É aqui que pais e educadores devem estar atentos para poder inibir esse comportamento antes que ele se instale e seja mais difícil de eliminá-lo.
Um caso típico, citado em artigo de Antônio Gois e Armando Pereira Filho para a Folha de São Paulo, é o de um menino de 4 anos que era tímido e falava pouco. Os coleguinhas e a própria professora “brincavam” dizendo que ele havia perdido a língua. Isso causou um bloqueio na fala e desenvolvimento da linguagem da criança.
Precisamos também diferenciar as vivências que a criança tem na família e as que têm na escola, onde ocorrem geralmente os comportamentos agressivos. Em casa, via de regra, a criança é sempre querida, amada e compreendida, o que não acontece no convívio social onde precisa conquistar os amigos e inserir-se no grupo.
Muitas crianças recebem apelidos relacionados a aspectos físicos e desempenho (gordinho, vara pau, zarolho, burro, chato, etc.). Aqui o papel do professor é essencial ao identificar e trabalhar com esses aspectos evitando que se repitam. A dramatização é uma ferramenta excepcional para fazer com que as crianças vivenciem papéis. Essencial ainda é discutir sempre as experiências depois de dramatizadas. Criar regras elaboradas em conjunto também é uma ferramenta eficiente. Quando as próprias crianças criam as regras elas ganham um significado maior e têm um grande impacto nas ações. Deve-se também trabalhar valores morais éticos como solidariedade, compartilhamento, cooperação, amizade, reciprocidade dentre outros. Se o professor cria um ambiente com atividades prazerosas durante todo o período de aula, a probabilidade de que comportamentos agressivos surjam é muito menor.
Lembre-se: a agressividade só deve ser tratada como um desvio de conduta quando ela aparecer por um longo período de tempo e também se não estiverem ocorrendo fatos transitórios que possam estar causando os comportamentos agressivos.
É preciso observar, tirados aspectos transitórios, se a criança:
• Sempre teve, por parte da família a realização de todas as suas vontades, fato cada dia mais comum, quando ambos os pais trabalham fora e sentem-se culpados por ter pouco tempo disponível para o filho e acabam “tentando” suprir esta lacuna com permissividade excessiva, sem impor limites.
• É muito exigida e pouco elogiada. A criança acaba perdendo parâmetros, pois mesmo fazendo o máximo para acertar, ainda é pouco para o grau de exigência dos pais ou professores.
• Tem dificuldades em relacionar-se com outras crianças, mantendo-se afastada do grupo. Foi vítima de alguma agressão ou abuso sério.
A personalidade da criança forma-se até os seis anos de idade e por isso, toda experiência e sua qualidade vivida nessa fase é de fundamental importância. Por mais que, às vezes, possa parecer ineficaz, elogio, afeto, prazer e compreensão tem resultados muito mais rápidos e menos estressantes do que bronca, castigo, sofrimento e indiferença.
É muito importante detectar e combater o comportamento agressivo ainda na primeira infância, pois quando criança não encontra obstáculos ou alguém que a alerte mostrando que não é um comportamento adequado, ela percebe que consegue liderar e tirar proveito destas situações e no futuro certamente tornar-se-á um agente do bullying e muito provavelmente um adulto violento.
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Karen Kaufmann Sacchetto
Pedagoga
Especialista em Distúrbios de Aprendizagem
Mestranda em Distúrbios do Desenvolvimento