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1 de abril de 2012

Crianças sonâmbulas: o que fazer?

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Cuidados especiais (crianças de 4 a 5 anos)
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Crianças sonâmbulas: o que fazer?
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Imagine a cena onde você, mamãe, levanta no meio da noite para ir ao banheiro e encontra o seu filho abrindo a porta de casa para sair. Nesse momento, percebe que o pequeno está dormindo e não pronto para uma fuga. Não se assuste, sonambulismo é muito mais comum do que se imagina.
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Mil coisas passam pela cabeça dos pais quando a palavra sonambulismo vem à tona, como não poder acordar a criança de jeito nenhum, que a criança deve tomar remédios ou ainda que não se deva conversar com a criança.
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O sonambulismo é um distúrbio do sono que não traz prejuízos para a criança e é mais frequente entre a idade de 4 a 10 anos devido à imaturidade do sistema nervoso central, que ainda se encontra em intenso desenvolvimento. Quando chega a adolescência, o sonambulismo tende a diminuir sensivelmente.
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Esse distúrbio tem ligação com predisposição familiar, cerca de 80% dos casos de sonambulismo em crianças tem história na família. De 15 a 30% das crianças já apresentaram pelo menos um episódio de sonambulismo.
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O sonambulismo ocorre no início do sono da criança e pode durar de alguns segundos a quarenta minutos. Consiste em a criança andar pela casa, sentar na cama, falar ou responder perguntas. Atividades mais complexas também podem ser apresentadas como pegar objetos, abrir gavetas, trocar de roupa, destrancar portas ou comer. A criança faz e não se lembra do episódio na manhã seguinte.
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Cuidados especiais
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- Não há como evitar o sonambulismo, mas existem algumas atitudes que devem ser realizadas para impedir que a criança se machuque. O recomendado é não acordar a criança, já que ela pode se assustar ou ficar confusa com a situação e ainda desencadear novos episódios na mesma noite. Mas se a criança acordar, não prejudicará a sua saúde. A criança deve ser conduzida tranquilamente de volta à cama.
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Uma rotina de horário para dormir e acordar deve ser imposta para a criança que deve evitar brincadeiras muito agitadas antes de dormir. Não recrimine o pequeno por seu sonambulismo, isso poderá deixá-lo inseguro com medo de dormir longe dos pais.
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Tranque portas e retire as chaves para impedir que a criança saia durante o período de sonambulismo. Para evitar qualquer acidente, deixe fora do alcance da criança objetos cortantes como facas e tesouras, produtos químicos que possam ser ingeridos, retire objetos do caminho da criança para que não tropece e se machuque, bloqueie o acesso às escadas e coloque telas de proteção nas janelas.
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O tratamento a base de medicação só é recomendado quando o sonambulismo prejudica o dia-a-dia da criança. Se os episódios de sonambulismo ocorrer de quatro a cinco vezes por noite ou cinco vezes na mesma semana a criança pode apresentar sinais claros de sonolência, alternando o humor ao longo do dia.
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Dicas
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Sonambulismo não é doença, mas se os episódios forem frequentes ou persistirem mesmo na adolescência, procure um especialista.
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A lenda prega que a pessoa jamais pode ser acordada quando está sonâmbula. Não é bem isso. No entanto, é bom evitar acudi-la neste momento.
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Nunca se esqueça de tomar as devidas precauções para evitar qualquer acidente com o seu filho durante o sonambulismo.
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Bruno Rodrigues

24 de março de 2012

A agressividade infantil - Bullying - parte 2

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Comportamento – parte 2
E afinal, o que é bullying?
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Bullying é um tipo de comportamento que sempre existiu, e que recentemente foi batizado com um nome. Não existe uma tradução precisa para o português. Refere-se a todo tipo de comportamento agressivo que ocorre sem nenhuma razão aparente.
Muito provavelmente você já tenha sido alvo de bullying quando era pré-adolescente ou adolescente. Ações repetitivas e desequilíbrio emocional são as suas principais características.
A primeira dificuldade que os pais enfrentam é identificar se seu filho está sendo alvo deste tipo de comportamento, pois há criança que se sente ameaçada e reluta para falar a respeito disso.
Preste atenção nas ações que os bullies (quem pratica o bullying) costumam praticar:
Colocar apelidos depreciativos Assediar
Ofender Amedrontar
Fazer “gozações” Ameaçar
Humilhar Agredir
Criar situações para “pegar” a “vítima” Bater
Discriminar Empurrar
Excluir Machucar
Isolar Intimidar
Perseguir Desprezar
Sinais que podem indicar que seu filho está sendo vítima. Se ele...
Chega a casa com contusões frequentes
”Perde” dinheiro com frequência
Chega a casa com roupas rasgadas
Briga constantemente com amigos considerados “próximos” antes
Diz que precisa de algo porque perdeu ou foi roubado
Está com péssimo humor
Fica quieto e retraído
É agressivo com os irmãos
Evita sair de casa
Não se dedica como antes aos estudos
Tem insônia
Demonstra ansiedade excessiva
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Porém, os pais devem ter cuidado para não expor seu filho perante os outros. Se eles tomarem o caminho errado as ações dos bullies podem piorar. Lembre-se: Não é possível estar presente e supervisionar seu filho o tempo todo
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Bullying é um problema mundial. Pode-se identificar o problema em todos os níveis escolares, da educação infantil à faculdade, em escolas privadas ou públicas, rurais ou urbanas.
O que mais assusta é que as proporções que o problema tem tomado são cada vez mais preocupantes. Hoje é comum ouvirmos relatos de adolescentes que chegam a atos extremos por discordar de posturas e valores dos colegas de classe.
Alvos do bullying -> Estudantes que sofrem as agressões.
Alvos ou agentes do bullying -> Estudantes que às vezes sofrem e outras vezes praticam o bullying.
Bullies -> Estudantes que somente praticam o bullying.
Testemunhas oculares -> Estudantes que não praticam e nem sofrem o problema, mas vivem no mesmo ambiente onde o fato ocorre.
A criança ou adolescente sente vergonha e medo. Porém, não podemos tratá-los como “coitadinhos”, sem tentar saber se eles têm certa dose de responsabilidade sobre o comportamento que está sofrendo.
Às vezes, a criança não tem limites, é muito mimada, egoísta ou excessivamente agressiva. Desta forma, é difícil integrá-la ao grupo.
Porém, é possível ajudar a criança a enfrentar o problema, modificando sua postura, ou ainda a linguagem corporal. Ela deve demonstrar confiança. Se ela normalmente não o é, pelo menos tentar demonstrar. Certamente se sentirá melhor. Diga para que olhe sempre para cima, nunca para o chão. Desta forma certamente deixará os bullies longe dela.
O que as escolas podem fazer:
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Nas escolas de educação infantil e ensino fundamental, os professores e supervisores podem e devem ficar atentos nas atividades em parques e intervalos assegurando-se de que nenhuma criança está sendo excluída ou humilhada.
A direção da escola pode e deve chamar a atenção de alunos que estejam praticando algum ato ofensivo ou preconceituoso e alertar também seus pais.
Promover ações do tipo:
• Jogos cooperativos
• Atividades de inclusão. Mixando sempre os grupos, evitando as “panelinhas”
• Palestra a respeito de boas idéias de como trabalhar em grupo.
• Mostrar reportagens a respeito das consequências sofridas pelos bullies nas mais diversas situações.
No Brasil, o Bullying aparece em uma proporção pequena se comparada a países com os Estados Unidos e Inglaterra onde o assunto ganha um debate intenso e onde casos graves são constantemente relatados. Os Estados Unidos apontam o bullying como razão do episódio da morte de treze estudantes da Columbine’s scholl em Littleton em 1999. O mais recente caso aconteceu no último dia 28 de setembro, quando um adolescente, afirmando que se sentia diferente dos outros,matou 3 colegas e feriu outros 7 em uma escola em Carmen de Patagones, na Argentina
Para tentarmos resolver este preocupante problema é necessário um trabalho em conjunto – Família, aluno, escola e comunidade.
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Karen Kaufmann Sacchetto
Pedagoga
Especialista em Distúrbios de Aprendizagem
Mestranda em Distúrbios do Desenvolvimento